Quem procura um check-up cardiológico em São Paulo muitas vezes chega ao consultório com uma dúvida aparentemente simples: “Quais exames eu preciso fazer para saber se meu coração está bem?”
A resposta não está em uma lista pronta.
Eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, Doppler de carótidas e escore de cálcio avaliam aspectos diferentes da saúde cardiovascular. Um exame pode ser muito importante para uma pessoa e acrescentar pouco para outra.
Por isso, um bom check-up não é aquele que reúne o maior número de exames. É aquele que consegue responder às perguntas certas para aquele paciente.
Fazer mais exames significa cuidar melhor do coração?
Nem sempre.
Exames cardiovasculares são ferramentas. Cada um deles são para investigar determinadas estruturas, funções ou riscos.
Quando solicitados sem uma pergunta clínica clara, existe a possibilidade de encontrar alterações sem significado relevante, gerar investigações adicionais e criar uma falsa impressão de que quanto mais testes forem realizados, maior será a proteção.
A lógica deveria ser inversa:
primeiro entender o risco e a dúvida clínica; depois escolher o exame capaz de responder a essa dúvida.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025 reforça justamente a importância da estratificação individual do risco cardiovascular e do uso seletivo de exames capazes de acrescentar informações à tomada de decisão.
Então, o que cada exame do coração realmente mostra?
Essa talvez seja a melhor maneira de entender um check-up cardiovascular: não perguntar qual exame é “mais completo”, mas qual pergunta cada exame consegue responder.
Eletrocardiograma: como está a atividade elétrica do coração?
O eletrocardiograma, ou ECG, registra a atividade elétrica cardíaca.
Ele permite avaliar frequência, ritmo e determinadas alterações da condução elétrica do coração. Também pode fornecer pistas importantes em alguns contextos clínicos.
No entanto, um eletrocardiograma normal não significa que não exista aterosclerose, hipertensão ou risco futuro de infarto.
Ele responde a uma parte da história.
O Casal Cardio realiza o eletrocardiograma e outros exames cardiológicos no próprio consultório quando indicados.
Ecocardiograma: como estão a estrutura e o funcionamento do coração?
O ecocardiograma utiliza ultrassom para visualizar o coração em movimento.
Ele pode avaliar câmaras cardíacas, válvulas, espessura das paredes e função de bombeamento, entre outros aspectos.
Por isso, responde a perguntas muito diferentes das respondidas pelo eletrocardiograma.
Uma pessoa pode ter ecocardiograma normal e, mesmo assim, apresentar fatores importantes de risco cardiovascular. O exame mostra como o coração está estruturalmente naquele contexto, mas não substitui a avaliação global do paciente.
Holter: o ritmo muda ao longo do dia?
Algumas alterações do ritmo cardíaco não acontecem durante os poucos segundos de um eletrocardiograma convencional.
Quando existem palpitações, suspeita de arritmias ou sintomas intermitentes, um período maior de monitorização pode permitir registrar o que acontece durante a rotina.
O Holter de 7 dias disponível no Casal Cardio amplia esse período de observação e indica quando existe uma pergunta específica relacionada ao ritmo cardíaco.
Isso não significa que toda pessoa fazendo check-up precise usar Holter.
Doppler de carótidas deveria fazer parte de todo check-up?
Não necessariamente.
O Doppler das artérias carótidas permite visualizar essas artérias e identificar, entre outros achados, a presença de placas de ateroma.
Encontrar aterosclerose pode ser uma informação clinicamente relevante em determinados pacientes. Porém, transformar o exame em rotina para qualquer pessoa, independentemente do seu perfil, não segue a lógica de uma investigação individualizada.
A pergunta continua sendo: o resultado tem potencial para mudar a avaliação de risco ou a conduta desse paciente?
O Doppler de carótidas realizado no Casal Cardio é um dos exames disponíveis no consultório. A indicação, porém, deve ser considerada dentro do contexto clínico.
E o escore de cálcio?
O escore de cálcio coronariano é realizado por tomografia e permite quantificar a presença de cálcio nas artérias coronárias.
Em pacientes selecionados, essa informação pode ajudar a refinar a avaliação do risco de doença aterosclerótica e auxiliar decisões preventivas.
Mais uma vez, não se trata de um exame para todas as pessoas que completaram 40 anos.
As recomendações contemporâneas de prevenção cardiovascular, incluindo as diretrizes da European Society of Cardiology, trabalham com a ideia de que exames adicionais precisam ser integrados à avaliação do risco e ao contexto individual do paciente.
“Tenho 40 anos. Preciso fazer todos esses exames?”
Não.
Completar 40 anos não faz com que todas as pessoas passem a ter o mesmo risco cardiovascular.
Imagine dois pacientes de 45 anos.
Um pratica atividade física, não fuma, apresenta pressão e glicemia adequadas e não tem histórico familiar relevante.
O outro apresenta hipertensão, diabetes, colesterol elevado e pai que sofreu um infarto ainda jovem.
A idade é praticamente a mesma. A necessidade de investigação pode ser completamente diferente.
Esse é um dos motivos pelos quais check-up não deveria significar pacote universal de exames.
ECG e ecocardiograma normais significam que meu coração está bem?
Eles podem trazer informações tranquilizadoras sobre aquilo que foram capazes de avaliar, mas não contam toda a história.
Saúde cardiovascular envolve diferentes dimensões:
- ritmo cardíaco
estrutura e função do coração
pressão arterial
colesterol e metabolismo
presença de aterosclerose
hábitos de vida
histórico familiar
risco de eventos futuros
Nenhum exame reúne sozinho todas essas informações.
Por isso, alguém pode apresentar ECG e ecocardiograma normais e ainda precisar controlar pressão, colesterol, diabetes, peso ou outros fatores relevantes.
Então, como saber quais exames fazem sentido para mim?
A decisão começa na consulta, não no aparelho.
Sintomas, idade, histórico familiar, pressão arterial, colesterol, diabetes, peso, tabagismo, atividade física, doenças anteriores e resultados já disponíveis ajudam o cardiologista a definir quais perguntas precisam ser respondidas.
Somente depois disso os exames ganham contexto.
Essa lógica permite evitar dois extremos: investigar de menos quem apresenta risco importante e investigar demais quem não se beneficiará de determinados testes.
Como funciona o Check-up Express 40+?
Para pessoas a partir dos 40 anos que buscam concentrar sua avaliação cardiovascular, o Casal Cardio oferece o Check-up Express 40+.
Antes da consulta, são solicitados exames laboratoriais. No atendimento, a proposta inclui avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma, ecocardiograma e Doppler de carótidas, permitindo integrar os achados à análise clínica.
A Dra. Alice Soares e o Dr. Rony Aita realizam os atendimentos na Vila Clementino, em São Paulo. Você pode conhecer a formação e atuação dos médicos do Casal Cardio.
O melhor check-up não começa escolhendo exames
Talvez essa seja a principal mensagem para levar para uma avaliação cardiovascular:
você não precisa chegar ao consultório sabendo quais exames pedir.
O papel da avaliação médica é justamente entender seu momento de saúde, seu histórico e seu risco para decidir quais informações ainda precisam ser obtidas.
Se você tem mais de 40 anos, fatores de risco cardiovascular ou quer entender quais exames realmente fazem sentido para o seu caso, não precisa montar sozinho uma lista de testes.
Agende uma consulta no Casal Cardio para fazer uma avaliação individualizada e entender quais próximos passos são adequados para a sua saúde cardiovascular.





